quinta-feira, 21 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
'Somos filhos da Páscoa'
"Ainda hoje somos homens e mulheres de passagens; somos filhos da Páscoa.
Os mares existem; os cativeiros também. As ameaças são inúmeras. Mas haverá
sempre uma esperança a nos dominar; um sentido oculto que não nos deixa parar;
uma terra prometida que nos motiva dizer: Eu não vou desistir!E assim seguimos.
Juntos. Mesmo que não estejamos na mira dos olhos.O importante é saber, que em
algum lugar deste grande mar de ameaças, de alguma forma estamos m travessia." (Padre Fábio de Melo).
Vida comum
Minha vida é feita de caminhos comuns. A rua que me leva não flutua sobre atmosferas que não sejam humanas. Vejo o mundo em sua crueza cotidiana, onde Anas, Marias e Ofélias cruzam avenidas movimentadas, ávidas por tintas para colorir os cabelos.
A padaria da esquina não está iluminada por notícias de milagres. Não há maná no cardápio. O que há é o trigo cotidiano, faminto de fomes e pronto para o prazer da saciedade.
Eu olho devagar para cada coisa e descubro uma vida miserável, mas surpreendente. O homem da garapa não se cansa de acreditar na doçura que comercializa. Todos os dias, ao seu modo, ele se esforça para diminuir o amargor da vida. Moe a cana como se moesse a dureza da existência.
Ao lado, bem ao lado, o jornaleiro espera pelos leitores. Oferecerá ao longo do dia a tradução curiosa de um mundo transmudado em palavra. As manchetes gritam as fofocas que amanhã serão esquecidas, substituídas por outras, enquanto os romances em edições populares resguardam a beleza de homens e mulheres que ficaram eternos, mas que ainda são desconhecidos. O príncipe de Maquiavel está empoeirado no canto. Virou plebeu. Perdeu o garbo da edição primorosa. Caiu de posto.
Os morros dos ventos uivantes estão silenciados. As pilhas de revistas semanais gritam demais e não há vento que possa vencê-las. Iracema, a virgem dos lábios de mel está deitada ao lado de Brás Cubas, o defunto que fala. Romantismo e Realismo em expressões tão inexatas de uma mesma época. Eu continuo...
O ponto de ônibus está cheio. Uma mulher visivelmente abatida está desejosa de voltar para casa. A sacola de embrulhos é uma metáfora da vida. Presa à ponta dos dedos, a vida parece resguardada nos motivos de um papel pardo. O embrulho da mulher, a mulher do embrulho, tudo me faz crer que o caminho comum é o lugar da poesia. O ônibus chegará, mas a casa ainda não. Haverá o processo de passar por outras casas que não são a sua. Enquanto isso, o desejo, este alimento que nos leva adiante será nutrido em porções menores.
Entro no meu prédio. Há um homem feliz por me ver chegar. “O senhor andou sumido!” Ele me disse. “É verdade!” Eu concordei. Andar sumido é coisa que não consigo resolver. As distâncias do mundo me separam do meu mundo, do homem da garapa, do jornaleiro, do porteiro que me quer bem...
O elevador me eleva. Chego ao destino de minha porta. O desejo de entrar é imenso. Recordo-me da mulher e suas sacolas de embrulhos. Outro pensamento me ocorre “Bem que eu poderia ter retirado Brás Cubas daquela banca! Seria uma forma de comemorar o centenário de Machado de Assis. Mas agora não importa. Não o fiz.”
Coloco a chave na fechadura. Faço o movimento de abrir. Adentro minha casa. O silêncio de minhas coisas não corresponde aos gritos de minhas causas. Não estou só. O mundo está dentro de mim. Padre Fábio de Melo
Fonte: SiteOficial
LETRA DA MÚSICA - Eu Espero Padre Fábio de Melo
Se você soubesse o quanto é intenso no meu peito
O amor que eu tenho por você e o que guardo aqui
dentro
Se você voltasse sempre, se houvesse intimidade
Certamente deixaria de implorar por outro amor
Na distância é tão difícil ser amigo de alguém
Olhe para mim, eu preciso lhe dizer
Que eu espero por você
E não me canso de esperar
A porta aberta vou deixar
Se quiser pode voltar
E eu espero por você
E não me canso de esperar
Meu coração se alegrará
Quando você se aproximar
Se você se aproximasse do meu peito transpassado
Se aos pés da cruz ficasse, saberia o que é o amor
Se o amor que me oferece é tecido de palavras
Eu lhe estendo os meus braços, mostro em gesto o que é
o amor
Na distância é tão difícil ser amigo de alguém
Olhe para mim, eu preciso lhe dizer
Fonte: kboing
domingo, 17 de março de 2013
A Esperança Entre Nós - Padre Fábio de Melo

Eis que em terras verdes brasileiras
Vem chegando outras bandeiras,
Outras civilizações
Ouviram a voz que clama do deserto
Desejaram ver de perto
O que Deus aqui faráNavegam as nações por esse rio de
Rio de Janeiro protegido
Pelo Cristo Redentor
Brasil, braços abertos para o mundo
Solo santo e fecundo
Onde Deus plantou raiz
A alegria se espalha pelas ruas
Desperta o poder da vida
Desfaz toda a escuridão
Liturgia do amor que nos religa
Congrega e transforma o mundo
Na pátria do coração.
Há um esperança brilhando entre nós
Vem se hospedar, preparar o amanhã
O reino de Deus se antecipa aqui
Somos a chance de um mundo melhor.
Queremos Deus, eis a nossa razão
Honrar o sangue que nos redimiu
Eis o que agora nos pede o Senhor
Ide e fazei discípulos
De todas as nações
Fonte: http://letras.mus.br/pe-fabio-de-melo/a-esperanca-entre-nos/
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