sábado, 27 de setembro de 2014
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Boa noite e um Lindo amanhecer...
Deus não desistiu de nós, quantas coisas erradas a gente cometeu na vida e Deus não desistiu da gente, então ele tem essa paciência, e ao saber disso, que ele segura a minha mão, nos leva a contemplar aquilo que é nosso, que nós já possuirmos e ainda não tomamos posse. Que Deus lhe dê a graça de chegar ao lugar mais bonito que já é seu, mas que você ainda não conheceu porque precisa ir ate lá.
Padre Fábio de Melo
domingo, 21 de setembro de 2014
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
Deus esteve aqui. Chegou de manhã cedo...
Deus esteve aqui.
Chegou de manhã cedo,
Quando o sol ainda mostrava seus primeiros raios.
Veio em minha direção.
Não o consegui visualizar bem, os raios de brilho
Que saiam de seu corpo
E seu magnífico sorriso
Deixaram-me hipnotizada a ponto de
Não perceber mais nada.
Minutos depois já estávamos sentados em uma pequena mesa
Sem que eu tivesse lembrança de ter andado.
Estávamos frente a frente.
Ele me confidenciou
Algumas mudanças no percurso da
Minha vida.
Depois me prestigiou com um grande e amoroso aperto de mão,
Levantou-se sorrateiramente e sem que eu percebesse
Foi embora.
E fiquei a contemplar sua beleza.
Um ser prefeito.
Padre Fábio de Melo
"A felicidade é artesanato "
A felicidade é artesanato – Pe. Fabio de Melo
Fábio José de Melo Silva, mais conhecido como Pe. Fábio de Melo, 43 anos, é também cantor, escritor, professor universitário, apresentador. Mineiro da cidade de Formiga, Pe. Fábio é campeão em vendas de CDs, DVDs e livros de inspiração religiosa. Em abril passado, lançou o seu 12º livro O Discípulo da madrugada, 184 páginas, publicado pela Editora Planeta. A obra tem como principal personagem um homem religioso e bem-intencionado, que tem sua vida modificada ao se tornar amigo de Jesus, antes de presenciar sua crucificação. Na abertura, ele conta que a ideia desse texto é antiga. Nasceu de um desassossego, gerado pela contradição entre os ensinamentos da catequese e os de sua mãe, que lhe apresentou Deus através do Coração de Jesus. Nesta entrevista Pe. Fábio fala sobre vocação, relacionamentos, ecumenismo e outros temas.
Sobre o seu último livro, O Discípulo da Madrugada, qual foi a motivação para escrevê-lo?
Nunca sabemos precisar quando é que um livro começa a nascer. O que sei, é que ele é antigo dentro de mim. Sempre me incomodou a discrepância entre o Deus cruel do Antigo Testamento com o Deus amoroso revelado por Jesus. Quando comecei a cursar Teologia, pude compreender que a linguagem bíblica está sempre imersa
nos recursos da metáfora. E essa arregimentação linguística carece ser contextualizada ao ser interpretada. O Deus bélico, combatente e cruel do Antigo Testamento, não é sem razão. A revelação divina esbarra nos limites humanos. É natural que em comunidades onde prevalece uma mentalidade tribal, Deus assuma as mesmas características. Todos nós trazemos na alma esta herança. Muitas pessoas que conheço viram Deus pela primeira vez num campo de batalha. É o contexto do Antigo Testamento. Mas nós somos herdeiros do Novo Testamento. O desfio é viver a travessia que só Jesus pode nos ajudar a fazer. Esta é a trama do livro.
Fonte: http://www.revistakalunga.com.br/entrevistas/felicidade-e-artesanato-pe-fabio-de-melo/
Como é ser um líder religioso e ao mesmo tempo um ídolo para muitas pessoas? De que maneira é trabalhada a questão do ego?
Um líder religioso nunca pode perder de vista o que o tornou conhecido. Sou um anunciador do evangelho. E o que o evangelho propõe? Humildade, simplicidade, honestidade, coerência. É assim que resolvo os excessos, voltando às minhas fontes.
Um líder religioso nunca pode perder de vista o que o tornou conhecido. Sou um anunciador do evangelho. E o que o evangelho propõe? Humildade, simplicidade, honestidade, coerência. É assim que resolvo os excessos, voltando às minhas fontes.
Desde quando a arte faz parte da sua vida?
Desde que nasci. Sempre fui afeito ao mundo da arte. Depois descobri que poderia conciliar o ofício sacerdotal com as aptidões artísticas que Deus havia me concedido.
Desde que nasci. Sempre fui afeito ao mundo da arte. Depois descobri que poderia conciliar o ofício sacerdotal com as aptidões artísticas que Deus havia me concedido.
Um dos paradoxos da sociedade contemporânea está na relação ser e ter, ou ter e ser. Quanto vale o “ser”?
Só o “ser” nos realiza plenamente. Sem ele o “ter” ¬fica sem sentido, torna-se vazio. As conquistas materiais só serão apreciadas sem peso se o cultivo do “ser” não for negligenciado.
Só o “ser” nos realiza plenamente. Sem ele o “ter” ¬fica sem sentido, torna-se vazio. As conquistas materiais só serão apreciadas sem peso se o cultivo do “ser” não for negligenciado.
O que é a fé?
Experimentamos dois tipos de fé: a natural e a sobrenatural. A natural é aprendida desde que descobrimos o mundo. Alguém cuida de nós, desperta nossa confiança, e então estabelecemos o vínculo que nos dá a oportunidade de ter fé no outro. A fé sobrenatural é um desdobramento da natural. Depois de aprender a con¬fiar nas pessoas, podemos desenvolver uma fé que ultrapassa o contexto material em que estamos inseridos. Essa con¬fiança, que nos põe em caminhos desconhecidos, nos ajuda a suportar o peso da existência. Ela nos conforta com a certeza de que não estamos sozinhos na travessia.
Experimentamos dois tipos de fé: a natural e a sobrenatural. A natural é aprendida desde que descobrimos o mundo. Alguém cuida de nós, desperta nossa confiança, e então estabelecemos o vínculo que nos dá a oportunidade de ter fé no outro. A fé sobrenatural é um desdobramento da natural. Depois de aprender a con¬fiar nas pessoas, podemos desenvolver uma fé que ultrapassa o contexto material em que estamos inseridos. Essa con¬fiança, que nos põe em caminhos desconhecidos, nos ajuda a suportar o peso da existência. Ela nos conforta com a certeza de que não estamos sozinhos na travessia.
O que é necessário para ser feliz?
Não acredito em respostas prontas. A felicidade é artesanato. Cada um faz de acordo com os recursos que tem.
Não acredito em respostas prontas. A felicidade é artesanato. Cada um faz de acordo com os recursos que tem.
Como viver o desafio cotidiano sem achar a vida enfadonha? É possível transformar a mesmice em uma aventura?
Prestando atenção no mundo. A rotina pode ser criativa. Os melhores livros que conheci narram rotinas. O que muda é o olhar que a ela dedicamos. A vida é cruel, mas é sempre generosa. Não podemos ser mesquinhos ao fazer a contabilidade final.
Prestando atenção no mundo. A rotina pode ser criativa. Os melhores livros que conheci narram rotinas. O que muda é o olhar que a ela dedicamos. A vida é cruel, mas é sempre generosa. Não podemos ser mesquinhos ao fazer a contabilidade final.
Como viver o desa¬fio cotidiano sem achar a vida enfadonha? É possível transformar a mesmice em uma aventura?
Prestando atenção no mundo. A rotina pode ser criativa. Os melhores livros que conheci narram rotinas. O que muda é o olhar que a ela dedicamos. A vida é cruel, mas é sempre generosa. Não podemos ser mesquinhos ao fazer a contabilidade ¬ final.
Prestando atenção no mundo. A rotina pode ser criativa. Os melhores livros que conheci narram rotinas. O que muda é o olhar que a ela dedicamos. A vida é cruel, mas é sempre generosa. Não podemos ser mesquinhos ao fazer a contabilidade ¬ final.
Você acredita que o Papa Francisco conseguirá dar um novo rumo à Igreja Católica Romana? Quais desa¬fios ele tem pela frente?
Acredito que sim. O Papa Francisco é autêntico, simples. Ele não se amarra no modelo protocolar. Com isso, estabelece uma ponte com o mundo. Este sempre foi o desa¬fio da Igreja. Apresentar o evangelho ao mundo.
Acredito que sim. O Papa Francisco é autêntico, simples. Ele não se amarra no modelo protocolar. Com isso, estabelece uma ponte com o mundo. Este sempre foi o desa¬fio da Igreja. Apresentar o evangelho ao mundo.
Como avalia o despertar vocacional? Tem crescido o interesse pela vida sacerdotal?
A vida sacerdotal sempre despertou fascínio. Mas não é fácil optar por ela. Requer muita coragem. Nunca faltou à Igreja pessoa de coragem. E hoje não tem sido diferente. Há muita gente disposta a tornar o mundo melhor. Muitos homens e mulheres descobrem na vida consagrada uma forma eficaz de transformar o mundo.
A vida sacerdotal sempre despertou fascínio. Mas não é fácil optar por ela. Requer muita coragem. Nunca faltou à Igreja pessoa de coragem. E hoje não tem sido diferente. Há muita gente disposta a tornar o mundo melhor. Muitos homens e mulheres descobrem na vida consagrada uma forma eficaz de transformar o mundo.
Na sua opinião, O que impede muitos jovens abdicarem de suas existências pela vida religiosa?
A obediência.
A obediência.
Você é vaidoso? Há um limite imposto por si mesmo?
Tudo precisa de limite. Até mesmo o cuidado que temos conosco. Eu me cuido para ser saudável. É uma forma que tenho de rezar pela minha saúde. A única novena que nos emagrece é a que rezamos correndo.
Tudo precisa de limite. Até mesmo o cuidado que temos conosco. Eu me cuido para ser saudável. É uma forma que tenho de rezar pela minha saúde. A única novena que nos emagrece é a que rezamos correndo.
Como lida com o assédio dos fãs?
As pessoas me tratam como eu as autorizo. Os exageros ocorrerão se eu não estabelecer um limite. Mas o que prevalece é o carinho respeitoso.
As pessoas me tratam como eu as autorizo. Os exageros ocorrerão se eu não estabelecer um limite. Mas o que prevalece é o carinho respeitoso.
Na sua opinião, porque as relações amorosas são superficiais?
Porque muita gente só quer se entreter. Não é possível estabelecer um vínculo mais profundo sem o enfrentamento de con flitos.
Porque muita gente só quer se entreter. Não é possível estabelecer um vínculo mais profundo sem o enfrentamento de con flitos.
O casamento também é uma vocação. Qual o conselho para quem tem esse ideal?
Que não se case tão cedo. Primeiramente faça um investimento na vida pro¬fissional. Isso ajudará muito na relação a dois.
Que não se case tão cedo. Primeiramente faça um investimento na vida pro¬fissional. Isso ajudará muito na relação a dois.
Muitas pessoas o admiram pela sua postura ecumênica. Hoje, o diálogo inter-religioso ocorre de forma mais efetiva?
Desde menino, eu convivi com os diferentes. Aprendi a ouvi-los, e mesmo não tendo nenhuma identi¬ficação com suas crenças, quis conhecê-los. Não sei ser religioso de outra forma. O diálogo inter-religioso avança, mas também retrocede. A dinâmica do mundo é assim. Enquanto alguns se movimentam para quebrar os muros, outros fazem questão de erguê-los. Não vejo sentido na “Guerra Santa”. Ela é contraditória em sua origem. Não consigo entender esse discurso que autoriza o ódio em nome de Deus. As crenças são diferentes, mas os conflitos humanos são os mesmos. Isso, sim, deve nos aproximar.
Desde menino, eu convivi com os diferentes. Aprendi a ouvi-los, e mesmo não tendo nenhuma identi¬ficação com suas crenças, quis conhecê-los. Não sei ser religioso de outra forma. O diálogo inter-religioso avança, mas também retrocede. A dinâmica do mundo é assim. Enquanto alguns se movimentam para quebrar os muros, outros fazem questão de erguê-los. Não vejo sentido na “Guerra Santa”. Ela é contraditória em sua origem. Não consigo entender esse discurso que autoriza o ódio em nome de Deus. As crenças são diferentes, mas os conflitos humanos são os mesmos. Isso, sim, deve nos aproximar.
Sobre o seu último livro, O Discípulo da Madrugada, qual foi a motivação para escrevê-lo? Nunca sabemos precisar quando é que um livro começa a nascer. O que sei, é que ele é antigo dentro de mim. Sempre me incomodou a discrepância entre o Deus cruel do Antigo Testamento com o Deus amoroso revelado por Jesus. Quando comecei a cursar Teologia, pude compreender que a linguagem bíblica está sempre imersa
nos recursos da metáfora. E essa arregimentação linguística carece ser contextualizada ao ser interpretada. O Deus bélico, combatente e cruel do Antigo Testamento, não é sem razão. A revelação divina esbarra nos limites humanos. É natural que em comunidades onde prevalece uma mentalidade tribal, Deus assuma as mesmas características. Todos nós trazemos na alma esta herança. Muitas pessoas que conheço viram Deus pela primeira vez num campo de batalha. É o contexto do Antigo Testamento. Mas nós somos herdeiros do Novo Testamento. O desfio é viver a travessia que só Jesus pode nos ajudar a fazer. Esta é a trama do livro.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Deus não decepciona aquele que busca e espera n’Ele.
Homem de fé é aquele que não vê e mesmo assim não desiste.

Deus não decepciona aquele que busca e espera n’Ele. É belíssima a passagem de quando Moisés é levado pelo movimento das águas e é encontrado pela filha do faraó. Para o povo sair da escravidão, o mar precisou se abrir. O povo, diante da impossibilidade de vencer as águas, se volta contra o profeta e lhe pergunta por que ele os retirara do Egito, se eles não têm como ultrapassar o mar. Diante do questionamento dele, o Senhor lhe diz apenas uma frase: "Diga ao povo que caminhe". Deus não lhe proferiu uma frase que garantisse o milagre, mas que requeria fé.
A expressão de Deus não é uma expressão que facilita a vida, mas que encoraja. O Senhor não facilita, pois quem facilita corre o risco de infantilizar o facilitado e Ele não nos quer infantis na fé. Deus nos quer amadurecidos, prontos para dar o primeiro passo. Fé é saber acreditar quando tudo está ao contrário. Homem de fé não é aquele que vê. É o que não vê e mesmo assim não desiste.
Na experiência do povo de Israel, diante de um povo que o [Moisés] quer matar, Deus não facilita para ele, mas requer sua fé. O povo queria uma reposta mágica, mas Deus dá uma ordem que encoraja, que faz crescer dentro deles a lembrança que aquele Deus que caminhou com eles não os deixará na mão. Nós não sabemos como será, mas não desistimos do que esperamos. Quando tudo indicava que a morte iria chegar, com os pés na água, seguindo a ordem do Senhor, o milagre aconteceu.
Por um lado, eles estavam imobilizados pelo mar que podia afogá-los; por outro, pelo exército que poderia matá-los. Aquele povo estava emparedado. Ser homem e mulher de fé é você viver uma única alternativa: aquela de não poder recuar. É como diz Santo Agostinho: "Deus só nos pede aquilo que Ele já nos deu. Tudo está em nós sob forma de dom".
A experiência da fé nos movimenta para sermos o que realmente somos. Você não tem outro destino, a não ser a santidade; da mesma forma que o povo de Israel não tinha outra opção a não ser a libertação. Ninguém emagrece fazendo novena. Ou nós nos disciplinamos ou não vamos emagrecer!
O que faz um homem ser de fé é a resposta que dá diante da insegurança. Isso é Cristianismo. Não é uma postura angelical, é uma forma de se tornar guerreiro, soldado.
Coragem! Vitória é o que Deus quer celebrar na sua vida por meio da fé.
Padre Fábio de Melo

Deus não decepciona aquele que busca e espera n’Ele. É belíssima a passagem de quando Moisés é levado pelo movimento das águas e é encontrado pela filha do faraó. Para o povo sair da escravidão, o mar precisou se abrir. O povo, diante da impossibilidade de vencer as águas, se volta contra o profeta e lhe pergunta por que ele os retirara do Egito, se eles não têm como ultrapassar o mar. Diante do questionamento dele, o Senhor lhe diz apenas uma frase: "Diga ao povo que caminhe". Deus não lhe proferiu uma frase que garantisse o milagre, mas que requeria fé.
A expressão de Deus não é uma expressão que facilita a vida, mas que encoraja. O Senhor não facilita, pois quem facilita corre o risco de infantilizar o facilitado e Ele não nos quer infantis na fé. Deus nos quer amadurecidos, prontos para dar o primeiro passo. Fé é saber acreditar quando tudo está ao contrário. Homem de fé não é aquele que vê. É o que não vê e mesmo assim não desiste.
Na experiência do povo de Israel, diante de um povo que o [Moisés] quer matar, Deus não facilita para ele, mas requer sua fé. O povo queria uma reposta mágica, mas Deus dá uma ordem que encoraja, que faz crescer dentro deles a lembrança que aquele Deus que caminhou com eles não os deixará na mão. Nós não sabemos como será, mas não desistimos do que esperamos. Quando tudo indicava que a morte iria chegar, com os pés na água, seguindo a ordem do Senhor, o milagre aconteceu.
Por um lado, eles estavam imobilizados pelo mar que podia afogá-los; por outro, pelo exército que poderia matá-los. Aquele povo estava emparedado. Ser homem e mulher de fé é você viver uma única alternativa: aquela de não poder recuar. É como diz Santo Agostinho: "Deus só nos pede aquilo que Ele já nos deu. Tudo está em nós sob forma de dom".
A experiência da fé nos movimenta para sermos o que realmente somos. Você não tem outro destino, a não ser a santidade; da mesma forma que o povo de Israel não tinha outra opção a não ser a libertação. Ninguém emagrece fazendo novena. Ou nós nos disciplinamos ou não vamos emagrecer!
O que faz um homem ser de fé é a resposta que dá diante da insegurança. Isso é Cristianismo. Não é uma postura angelical, é uma forma de se tornar guerreiro, soldado.
Coragem! Vitória é o que Deus quer celebrar na sua vida por meio da fé.
Padre Fábio de Melo
Assinar:
Postagens (Atom)


