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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

'Ser feliz '

Ser feliz não é estar esquecido da realidade e dos problemas. Muita gente acha que a felicidade é o breve momento onde a gente esquece os problemas. Eu acredito que felicidade é este estado de espírito que contempla dificuldade e possibilidades e a gente se ajeita no meio de tudo isso. Quando você descobre que pode ser feliz mesmo tendo problemas, a dificuldade da vida não pode ser empecilho para nossa felicidade, é possível ser feliz mesmo nos momentos de dificuldade, o que vai fazer a diferença é a administração que nós vamos fazer desses problemas, não permitindo que eles venham jogar sombra sobre a nossa felicidade. 
(Padre Fábio de Melo)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

‘Amar a Deus sobre todas as coisas’

Jesus sabe da capacidade de olhar as coisas miúdas da vida, as que não damos valor, e aquelas que ninguém havia visto antes. Colocando os pés no seguimento de Cristo, ouvimos a Palavra para olhar a vida diferente: ‘Amar a Deus sobre todas as coisas’. E o que significa amar o meu próximo? O que significa olhar para o meu irmão e saber que nele tem uma sacralidade que não posso violar?  Como posso descobrir este convite de Deus de abrir os olhos às pessoas? No dia de hoje, lhe proponho que acabe com os 'achismos' do amor. Por muitas vezes, em nome do amor, nós fazemos absurdos: sequestramos, matamos, fazemos guerra, criamos divisões. A primeira coisa que Deus precisa curar é o que nós achamos do amor.

Padre Fábio de Melo

terça-feira, 7 de outubro de 2014

'Deus me quer bem'

Eu não tenho direito de me sucumbir aos olhos daqueles que me detestam Eu não tenho direito de me sucumbir aos olhos daqueles que me querem mal Porque Deus me quer bem! Porque que eu vou me ocupar dos comentários daqueles que não me amam? Porque que eu vou ficar pensando no que os outros
estão achando de mim? Se o que na verdade o que me salva é o que Deus sabe ao meu respeito!
O que você tem que se ocupar é disso. Esqueça os que não gostam de você, Esqueça o problema que você tem, Esqueça da derrota que você sofreu, E quem sabe esquecendo daquilo que não foi bom.
O seu coração possa se ocupar de alguma coisa que é boa nessa vida.

Padre Fábio de Melo

'No aço da dureza humana'

“No aço da dureza humana, a flor da Graça divina costuma nos surpreender generosa." 
Padre Fábio de Melo

domingo, 20 de julho de 2014

“Sou como o rio em processo de vir a ser.”


O inacabado que há em mim 
(Padre Fábio de Melo) 

Eu me experimento inacabado. Da obra, o rascunho. Do gesto, o que não termina. Sou como o rio em processo de vir a ser. A confluência de outras águas e o encontro com filhos de outras nascentes o tornam outro. O rio é a mistura de pequenos encontros. Eu sou feito de águas, muitas águas. Também recebo afluentes e com eles me transformo.

O que sai de mim cada vez que amo? O que em mim acontece quando me deparo com a dor que não é minha, mas que pela força do olhar que me fita vem morar em mim? Eu me transformo em outros? Eu vivo para saber. O que do outro recebo leva tempo para ser decifrado. O que sei é que a vida me afeta com seu poder de vivência. Empurra-me para reações inusitadas, tão cheias de sentidos ocultos. Cultivo em mim o acúmulo de muitos mundos.

Por vezes o cansaço me faz querer parar. Sensação de que já vivi mais do que meu coração suporta. Os encontros são muitos; as pessoas também. As chegadas e partidas se misturam e confundem o coração. É nessa hora em que me pego alimentando sonhos de cotidianos estreitos, previsíveis.

Mas quando me enxergo na perspectiva de selar o passaporte e cancelar as saídas, eis que me aproximo de uma tristeza infértil. Melhor mesmo é continuar na esperança de confluências futuras. Viver para sorver os novos rios que virão. Eu sou inacabado. Preciso continuar.

Se a mim for concedido o direito de pausas repositoras, então já anuncio que eu continuo na vida. A trama de minha criatividade depende deste contraste, deste inacabado que há em mim.

Um dia sou multidão; no outro sou solidão. Não quero ser multidão todo dia. Num dia experimento o frescor da amizade; no outro a febre que me faz querer ser só. Eu sou assim. Sem culpas.