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quinta-feira, 21 de março de 2013
Deus ainda não desistiu de você.
Nem sempre a gente faz a escolha certa.
Nem sempre nós escolhemos estar nos caminhos iluminados.
De vez em quando por causa da fragilidade que existe em nós,
nós pegamos alguns atalhos, vamos por eles e, de repente, descobrimos que não está valendo a pena estar lá, onde a gente está, vivendo como a gente está vivendo, e sendo que a gente é.
Não pode haver uma insatisfação maior na vida, ser quem a gente não gostaria de
ser.
Viver essa inadequação existencial, de não alcançar na vida aquilo que
verdadeiramente podemos alcançar.
Assim como estava aquela mulher perdida no meio da multidão, acostumada aos
gritos da condenação.
Aquela mulher em algum momento da vida errou.
Assim como eu erro.
Assim como você erra.
E o que aconteceu?
Ela se transformou no próprio erro.
Uma coisa é errar, outra coisa é se transformar no erro cometido.
Isso é grave.
Aí gera aquela inadequação.
Aquela insatisfação, aquela percepção, aquela consciência que vem, de que você não está sendo o ser humano que você poderia ser.
O encontro com Jesus fez com que aquela mulher pudesse redescobrir
quem ela era.
Porque embora tenha vivido um passado de erros, embora tenha vivido muitas escolhas erradas,
nada, nenhum pecado, nenhum erro foi capaz de ofuscar dentro daquela mulher
quem ela era.
Ela só estava esquecida de quem era.
De Vez em quando acontece a mesma coisa com a gente,
a gente se esquece de quem a gente é.
Por isso nunca podemos deixar que a nossa luz se apague.
De vez em quando a gente vai escolhendo caminhos errados que vão apagando
a nossa luz.
De vez em quando a gente vai fazendo escolhas que vão ofuscando o brilho que
Deus deixou em nós.
Pode ser que você em algum momento da sua vida reconheça isso.
Você está sendo o ser humano que você poderia ser.
Ao invés de amar, está odiando.
Ao invés de perdoar, está se vingando.
Ao invés de crescer, está decrescendo.
Ao invés de avançar, está retrocedendo.
Ao invés de ser quem você é, o ser humano que você pode ser,
escolheu ser uma criatura qualquer, vestido de sombras.
Não.
Hoje eu desejo do fundo do meu coração,
que você seja encontrado (a) por Jesus, do mesmo jeito que aquela mulher foi
também.
Eu desejo do fundo do meu coração, que você seja desejoso de ser um pouco
melhor.
Sabe por que ?
Não por uma imposição, mas por um direito seu.
Descobrir o amor de Deus na nossa vida, descobrir essa chama que não se apaga,
é a gente
redescobrir mais uma vez, é a gente realimentar dentro de nós,
essa identidade de sermos filhos do sol, da luz e do céu.
Você fez essa transição, de filho do sol, é filho do céu.
Não se esqueça disso.
Não se esqueça disso.
Nunca permita que a sua luz se apague.
Se por acaso, na sua vida, você tem sentido que a sua luz está perdendo o brilho
por causa dos acontecimentos,
por causa das dificuldades que são próprias de todos nós,
ouse levantar-se, da mesma maneira como aquela mulher levantou-se no meio da
multidão e reassumiu a própria história.
a luz de um novo tempo, a luz de um novo sol, que brilhava nos olhos de Jesus.
Sabe o que eu posso lhe dar?
Qual é minha maior riqueza que eu posso lhe dar como padre?
Sabe qual é o maior dom que eu como padre posso oferecer a todos aqueles que
passam pela minha vida?
Apresentar a luz que é Jesus.
E a partir disso, deixar que você se entenda com Ele.
E o meu desejo é de iluminar o seu coração com essa consciência.
Deus ainda não desistiu de você.
Por isso hoje é dia de incendiar a alma, de iluminar a nossa vida,
de retomar o caminho do bem, de retomar as virtudes,
de retomar tudo aquilo que possa nos tornar maiores e melhores.
Padre Fábio de Melo
Imagem: (Meramente ilustrativa)
Fonte: [Retirada do DVD Iluminar]
terça-feira, 6 de novembro de 2012
O que da vida não se descreve...
Eu me recordo daquele dia. O professor de redação me desafiou a descrever o sabor da laranja. Era dia de prova e o desafio valeria como avaliação final. Eu fiquei paralisado por um bom tempo, sem que nada fosse registrado no papel. Tudo o que eu sabia sobre o gosto da laranja não podia ser traduzido para o universo das palavras. Era um sabor sem saber, como se o aprimorado do gosto não pertencesse ao tortuoso discurso da epistemologia e suas definições tão exatas. Diante da página em branco eu visitava minhas lembranças felizes, quando na mais tenra infância eu via meu pai chegar em sua bicicleta Monark, trazendo na garupa um imenso saco de laranjas. A cena era tão concreta dentro de mim, que eu podia sentir a felicidade em seu odor cítrico e nuanças alaranjadas. A vida feliz, parte miúda de um tempo imenso; alegrias alojadas em gomos caudalosos, abraçados como se fossem grandes amigos, filhos gerados em movimento único de nascer. Tudo era meu; tudo já era sabido, porque já sentido. Mas como transpor esta distância entre o que sei, porque senti, para o que ainda não sei dizer do que já senti? Como falar do sabor da laranja, mas sem com ele ser injusto, tornando-o menor, esmagando-o, reduzindo-o ao bagaço de minha parca literatura?
Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!"
Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...
O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?
Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.
Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.
Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...
Padre Fábio de Melo
Retirado do Site oficial do Padre Fábio de Melo
Não hesitei. Na imensa folha em branco registrei uma única frase. "Sobre o sabor eu não sei dizer. Eu só sei sentir!"
Eu nunca mais pude esquecer aquele dia. A experiência foi reveladora. Eu gosto de laranja, mas até hoje ainda me sinto inapto para descrever o seu gosto. O que dele experimento pertence à ordem das coisas inatingíveis. Metafísica dos sabores? Pode ser...
O interessante é que a laranja se desdobra em inúmeras realidades. Vez em quando, eu me pego diante da vida sofrendo a mesma angústia daquele dia. O que posso falar sobre o que sinto? Qual é a palavra que pode alcançar, de maneira eficaz, a natureza metafísica dos meus afetos? O que posso responder ao terapeuta, no momento em que me pede para descrever o que estou sentindo? Há palavras que possam alcançar as raízes de nossas angústias?
Não sei. Prefiro permanecer no silêncio da contemplação. É sacral o que sinto, assim como também está revestido de sacralidade o sabor que experimento. Sabores e saberes são rimas preciosas, mas não são realidades que sobrevivem à superfície.
Querer a profundidade das coisas é um jeito sábio de resolver os conflitos. Muitos sofrimentos nascem e são alimentados a partir de perguntas idiotas.
Quero aprender a perguntar menos. Eu espero ansioso por este dia. Quero descobrir a graça de sorrir diante de tudo o que ainda não sei. Quero que a matriz de minhas alegrias seja o que da vida não se descreve...
Padre Fábio de Melo
Retirado do Site oficial do Padre Fábio de Melo
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
O ‘bonito’ não se limita a um atrativo estético, interior.
“O ‘bonito’ não se limita a
um atrativo
estético, interior.
É você
perceber algo a mais.
É descobrir
que alguma coisa
daquela
beleza supera as suas formas.
É algo maior
que me chama, que fala de mim,
como se
aquela beleza fosse algo que me faltasse.
O amor é essa capacidade de ver
o outro de
forma diferente.
No meio de
tanta gente, alguém se torna especial
para você e
você se aproxima.
O amor é essa capacidade de retirar
alguém da
multidão, tirá-lo do lugar comum para
um lugar
dedicado,especial.
Alguém
descobriu uma sacralidade em “você.”
Padre Fábio de Melo
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Não podemos ser indiferentes
Não podemos ser indiferentes á harmonia das cores
que a natureza reflete, nem ao canto dos pássaros
que se renova a cada amanhecer, e muito menos
ao mistério que se esconde em cada coração humano,
tudo fala do AMOR infinito de DEUS.
(Pe. Fábio de Melo)
que a natureza reflete, nem ao canto dos pássaros
que se renova a cada amanhecer, e muito menos
ao mistério que se esconde em cada coração humano,
tudo fala do AMOR infinito de DEUS.
(Pe. Fábio de Melo)
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