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segunda-feira, 9 de junho de 2014
quinta-feira, 20 de junho de 2013
❝Se você perder sua beleza...
"Se você perder sua beleza, se você perder sua voz, se você perder os seus talentos, mas se você não se perder de si mesmo, você não vai morrer na solidão. Porque enquanto sobrar aquilo que você é, e você tiver de fato conquistado alguém a partir daquilo que você é você sempre terá alguém do seu lado."
Pe. Fábio de Melo
segunda-feira, 10 de junho de 2013
"Felizes para sempre!"
É interessante que, no mito do amor romântico, a força arrebatadora do amor sempre vence a altura das torres e os projetos ardilosos de maquiavélicas madrastas. O beijo final é a concretização feliz de um processo de luta e de busca que parece ser metáfora do sonho humano de, um dia, finalmente descansar nos braços de um amor eterno. É justamente por isso que essas histórias permanecem vivas no inconsciente coletivo, visto que expressam nosso desejo de ser personagens de conto de fadas. Que seja eterno. Mas a vida é real e, por ser real, os cavalos não são tão brancos, os príncipes não são tão belos e as princesas têm frieiras nos dedos dos pés.No momento em que percebemos a inadequação entre sonho e realidade, descobrimos que o amor que pensávamos que tínhamos pelo outro na verdade não passava de uma projeção de nossas carências e idealizações.Não podemos nos esquecer de que o amor humano só é possível a partir da precariedade. Somos a mistura de qualidades e defeitos, de belezas e feiuras. O amor só é verdadeiramente consistente no dia em que descobrimos o que o outro tem de melhor e de pior. O problema é que, na projeção de nossas necessidades, cegamo-nos para o real, para o verdadeiramente possível. Com isso, passamos a esperar o que não existe, o que não se dará justamente por estar fora do horizonte de nossas possibilidades. Portanto, o seu príncipe tão esperado até pode existir. E a sua princesa tão desejada pode até estar escondida em algum lugar, mas, por favor, seja realista! É preciso baixar as expectativas. O amor da sua vida virá, mas não creio que seja tudo isso que você espera.
Cavalos brancos são muito raros nos dias de hoje. É mais fácil o seu príncipe chegar num fusquinha azul clarinho modelo 67. E a sua princesa, até creio que ela esteja esperando por você, mas não que ela esteja numa torre, envolvida numa atmosfera de encanto. É mais provável encontrá-la atrás de um balcão de padaria ou até mesmo no caixa do supermercado mais próximo. Mas não tem problema. Embora os moldes sejam diferentes dos contos de fadas, vocês também têm o direito de viverem felizes para sempre!
Padre Fábio de Melo
sábado, 25 de maio de 2013
“Sabedoria é ser simples”
Motivado pela simplicidade, o poeta já dizia que simplicidade é querer uma coisa só, e que solução pra vida é quando temos a coragem de dizer: "eu queria o simplesmente"... é ser capaz de reconhecer o único e necessário bem que nós pertencemos, geralmente quem quer muita coisa não quer nada, geralmente quem diz que ama muitas pessoas não ama ninguém, por isso o discurso da simplicidade é um caminho seguro, muitas vezes queremos muitas coisas e no ato de querer o muito acabamos nos desprendendo de nós mesmos, porque querer muito é esquecer quem somos, eu sou a simplicidade, uma estrutura que depende de um único querer, no momento que nos preocupamos daquilo que é único, a vida segue com sabedoria, é o mesmo que querer escrever mil cartas ao mesmo tempo, você não tem condições de transcrever várias cartas, como não é possível percorrer mil quilômetros se a gente não der o primeiro passo, é tão fácil dizer que a vida e complicada demais, a vida não é complicada, a gente que complica no momento em que queremos muito, talvez hoje o pior erro tenha sido querer cuidar de todos e acabou não cuidando de ninguém, porque no momento em que a gente multiplica o nosso querer, a gente perde a capacidade de dividir, e as vezes o que a vida pede de nós é a simplicidade, não tem muito o que fazer, o que buscar, e descobrimos isso no momento em que a morte encosta em nós, alguém está morrendo perto de nós, ou a gente está morrendo...
A gente descobre que aquilo que fazíamos antes a gente já não pode mais fazer, não temos mais forças para fazer o que fazíamos antes, quando se é criança chora-se de fome, ou de sede, é a vida simples acontecendo, e quando vamos crescendo vamos multiplicando nossas necessidades e deixamos de reconhecer o que é importante agora, e ai precisamos descobrir uma forma sem esbarrar na morte, de todos os dias ser capaz da simplicidade que hoje precisa viver, aprendendo isso hoje pode-se corrigir a vida, o que é que você precisa fazer hoje pra que se possa descobrir o valor de uma vida simples, simplicidade é querer uma coisa só, quando alguém esta morrendo ao nosso lado a gente cancela a agenda da gente, deixa tudo de lado, não há compromisso que não possa ser cancelado, porque o essencial é estar ao lado de quem amamos, que esse aprendizado chegue a nos antes que pessoas precisem morrem pra nos conscientizarmos, sabedoria é estar ao lado, ser simples, e não se perder em muitos quereres.
Padre Fábio de Melo
Pobreza espiritual...
Pobreza Espiritual ninguém merece!
Não é Cristianismo!
É preciso estar comprometido
com a Felicidade do outro
e o outro por sua vez com a minha...
Isso é Cristianismo!!!
Pe. Fábio de Melo
“O olhar de Cristo sobre nossas fraquezas”
"Em Jesus, todas as nossas fragilidades encontram repouso.
Nele, o amor é fonte e impera.
O olhar de Cristo sobre nossas fraquezas
não é um olhar que nos envergonha,
ao contrário, nos encoraja"
Pe. Fábio de Melo.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Letra: Levanta-te
Eu tenho tão pouco para oferecer
Não tenho riqueza, dinheiro ou poder
Não tenho valores pra dar ou trocar
Em ouro nem prata
Mas tudo o que tenho, eu posso te dar
Em nome de Deus, do meu Mestre e Senhor
Jesus Cristo, levanta-te e anda
Levanta-te, levanta-te e anda
Levanta-te, levanta-te e anda
Levanta-te, levanta-te e anda
O teu Deus te espera, quer fazer primavera
Do inverno que é teu
Levanta-te
Como é que você reage às quedas que sofre na vida?
Como é que você administra os fracassos?
Não há receitas mágicas que nos façam vencer os obstáculos.
Mas ouso dizer que há um jeito interessante de olhar para as quedas que sofremos.
É só não permitir que elas sejam definitivas.
É só não perder de vista a primavera que o outono prepara.
Administre bem os problemas que você tem, não permita que o contrário aconteça.
Se você não administrá-los, eles administrarão você.
Deus lhe quer vencedor, a vitória já está preparada feito o presente que está embrulhado
e que precisa ser aberto. Não perca tempo!
Já começou vencer aquele que se levantou para recomeçar o caminho.
Ouça uma prévia da música
Não tenho riqueza, dinheiro ou poder
Não tenho valores pra dar ou trocar
Em ouro nem prata
Mas tudo o que tenho, eu posso te dar
Em nome de Deus, do meu Mestre e Senhor
Jesus Cristo, levanta-te e anda
Levanta-te, levanta-te e anda
Levanta-te, levanta-te e anda
Levanta-te, levanta-te e anda
O teu Deus te espera, quer fazer primavera
Do inverno que é teu
Levanta-te
Como é que você reage às quedas que sofre na vida?
Como é que você administra os fracassos?
Não há receitas mágicas que nos façam vencer os obstáculos.
Mas ouso dizer que há um jeito interessante de olhar para as quedas que sofremos.
É só não permitir que elas sejam definitivas.
É só não perder de vista a primavera que o outono prepara.
Administre bem os problemas que você tem, não permita que o contrário aconteça.
Se você não administrá-los, eles administrarão você.
Deus lhe quer vencedor, a vitória já está preparada feito o presente que está embrulhado
e que precisa ser aberto. Não perca tempo!
Já começou vencer aquele que se levantou para recomeçar o caminho.
Ouça uma prévia da música
"EU ESTOU AQUI"
Eu não sei se tem alguma coisa que alivia a gente
mais do que quando chega alguém perto de nós naqueles
momentos difíceis. Pega nossa mão e diz: “Eu estou aqui!”
Padre Fábio de Melo
O encanto de ser pessoa
Nisso consistem os dois pilares do conceito de "pessoa". Possuir-se para disponibilizar-se. É a vida na prática, é a trama da existência e sua riqueza insondável. Encontros e despedidas. Passagens transitórias, chegadas definitivas. Vida se desdobrando em pequenas partes. Eu me encontrando, surpreendendo-me, como se ainda não soubesse nada sobre mim. Eu misturando minha vida na vida do outro, encontrando-o, permitindo que nossos significados nos congreguem. Eu abandonando a solidão de minha condição de posse de mim mesmo para alcançar a proeza de ser com o outro. Antes, a solidão do eu; depois, o estabelecimento do nós. Encontro de pessoas. Um eu que se encontra com um tu e que juntos estabelecem um nós.
Martim Buber, grande nome da filosofia personalista, nos propõe esta bela e fecunda verdade. No encontro entre um eu e um tu, uma terceira pessoa de existência própria se estabelece. Nossos olhos não podem enxergá-la, mas a nossa sensibilidade nos aponta para ela. O nós é o que sobra do encontro entre o eu e o tu.
Quem me roubou de mim? O sequestro da subjetividade e o desafio de ser pessoa
Autoria: Padre Fábio de Melo
Martim Buber, grande nome da filosofia personalista, nos propõe esta bela e fecunda verdade. No encontro entre um eu e um tu, uma terceira pessoa de existência própria se estabelece. Nossos olhos não podem enxergá-la, mas a nossa sensibilidade nos aponta para ela. O nós é o que sobra do encontro entre o eu e o tu.
Quem me roubou de mim? O sequestro da subjetividade e o desafio de ser pessoa
Autoria: Padre Fábio de Melo
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Misericórdia, a festa da conversão.

Aquele que oferece a misericórdia torna-se inesquecível. Muitas pessoas passaram por nossa vida, mas aquela que nos amou quando nós não merecíamos ser amados, jamais esqueceremos. Experimentamos a miséria humana, seja de marido pra mulher, do amigo para o outro; a partir disso, podemos ter uma noção do amor de Deus por nós. A nós cabe oferecer ao outro um espaço no nosso coração.
A primeira aula de misericórdia que vivemos é a experiência do amor de mãe. Elas sabem o significado do verdadeiro amor, da entrega, mas nem sempre oferecemos a misericórdia ao irmão. Hoje, queremos pedir a Deus que arranque do nosso coração todo pecado que, muitas vezes, nos privam de viver a misericórdia.
Hoje, ninguém está fora da graça que Deus nos concede. Todos nos temos misérias vergonhosas, mas a misericórdia é para todos, inclusive para aqueles que não têm coragem de dizer que “Deus o ama”.
O verdadeiro cristão é solidário ao outro
O diabo virou quem é por conta da inveja que cresceu no seu coração - o desejo de ser como Deus. Ao invés de simplesmente ter um coração parecido com o do Senhor, ele quis estar acima do Mestre. O Evangelho de hoje nos convida a refletir o verdadeiro significado do sepulcro vazio em minha vida. O que ele diz para a minha vida naquilo que tenho feito?
Quando alguém nos machuca, trai nossa confiança ou faz algo contrário daquilo que esperávamos, retemos o pecado do outro em nós.
Encontramos pessoas destruídas, porque não conseguiram encontrar forças para perdoar!
Mesmo sabendo que o outro errou, se não o perdoarmos, acabaremos guardando o pecado dele no nosso coração. É por isso que precisamos ter um coração igual ao do Senhor. Que não alimenta dores nem rancores, tampouco ingratidão. A falta de conversão consiste em reduzimos nosso Cristianismo a um conjunto de ritos e obrigações. Em que situação você ainda não se parece com Jesus? A festa de hoje é de conversão, é momento de termos a coragem de olhar para nós mesmos e investigar onde não nos parecemos com Cristo. Seja na maneira de ser mãe, pai, marido, filho ou esposa.
A única religião que nivela as pessoas por baixo, que propõe as facilidades do pecado, é aquela que o diabo inventou. O verdadeiro cristão é solidário ao outro.
O espírito cristão é, antes de tudo, de solidariedade. Se você aceitou ser iluminado pela misericórdia precisará estar disposto a viver as pequenas mortes que nos fazem pensar no outro. O Cristianismo não é brincadeira; é difícil, mas em lugar nenhum você vai encontrar um Deus que faz de tudo para ter você por perto.
Quando alguém o ofender, é preciso olhar em direção ao Cristo e pedir um coração igual ao d'Ele. Isso, muitas vezes, significa que, mesmo diante de um desaforo, você deva se calar.
Quando alguém o ofender, peça a Deus essa graça. Assim, será mais fácil ser vizinho, amigo, colega, marido, esposa e filho. Não podemos viver na hipocrisia. Se alguém o maltrata, trate-o bem. Quem quer ter um coração misericordioso como o de Jesus, não paga com a mesma moeda. Se você não se sente acolhido, ofereça seu carinho e acolhimento. Seja cristão!
Mesmo quando alguém disser que essa atitude o torna bobo das pessoas, acredite que é melhor parecer “bobo” e ser como Jesus do que assemelhar-se à hipocrisia.
É na administração de nossas misérias que vamos alcançando um coração igual ao do Senhor. Não desanime. A misericórdia de Deus está sempre sendo oferecida em cada sacramento.
O amor de Jesus nos é oferecido. Mas o recebimento desse amor é comprometimento, pois, a partir desse momento, a sua vocação tem que ser o amor.
No nosso coração não pode haver espaço para rancores, mágoas e perdendo a oportunidade de ser feliz.
Hoje, na Festa da Misericórdia eu quero que o Senhor arranque do meu coração que me dificulta aproximar do seu coração e ser parecido com ele. Arranque as minhas mágoas, ressentimentos, preconceitos e tudo aquilo que é obstáculo para a sua graça. Hoje, eu quero um coração semelhante ao seu Jesus. Amém.
Transcrição e Adaptação: Dado Moura
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Padre Fábio de Melo
Padre que evangeliza como cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.
Fonte:CançãoNova
Fonte:CançãoNova
sábado, 6 de abril de 2013
"Domingo é um dia especialmente...
"Domingo é um dia especialmente reservado para que a alma se debruce na janela e veja Deus passar."
Padre Fábio de Melo
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Feliz aniversário, Padre Fabio de Melo!

com muita alegria deste dia tão
significativo!
Abra os braços do coração
para receber os sonhos.
Deixe voar alto...
Almejo que alcance a felicidade que é o fruto da
esperança.
Que sua vida seja de longos anos “dourados” com saúde
paz e Amor! Bênçãos hoje e sempre...
segunda-feira, 1 de abril de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
ACREDITAR SEM VER
Homem de fé é aquele que
não vê e mesmo assim não desiste.
A expressão de Deus não é uma expressão que facilita a vida, mas que encoraja. O Senhor não facilita, pois quem facilita corre o risco de infantilizar o facilitado e Ele não nos quer infantis na fé. Deus nos quer amadurecidos, prontos para dar o primeiro passo. Fé é saber acreditar quando tudo está ao contrário. Homem de fé não é aquele que vê. É o que não vê e mesmo assim não desiste.
Na experiência do povo de Israel, diante de um povo que o [Moisés] quer matar, Deus não facilita para ele, mas requer sua fé. O povo queria uma reposta mágica, mas Deus dá uma ordem que encoraja, que faz crescer dentro deles a lembrança que aquele Deus que caminhou com eles não os deixará na mão. Nós não sabemos como será, mas não desistimos do que esperamos. Quando tudo indicava que a morte iria chegar, com os pés na água, seguindo a ordem do Senhor, o milagre aconteceu.
Por um lado, eles estavam imobilizados pelo mar que podia afogá-los; por outro, pelo exército que poderia matá-los. Aquele povo estava emparedado. Ser homem e mulher de fé é você viver uma única alternativa: aquela de não poder recuar. É como diz Santo Agostinho: "Deus só nos pede aquilo que Ele já nos deu. Tudo está em nós sob forma de dom".
A experiência da fé nos movimenta para sermos o que realmente somos. Você não tem outro destino, a não ser a santidade; da mesma forma que o povo de Israel não tinha outra opção a não ser a libertação. Ninguém emagrece fazendo novena. Ou nós nos disciplinamos ou não vamos emagrecer!
O que faz um homem ser de fé é a resposta que dá diante da insegurança. Isso é Cristianismo. Não é uma postura angelical, é uma forma de se tornar guerreiro, soldado. Coragem! Vitória é o que Deus quer celebrar na nossa vida por meio da fé.
Pe. Fábio de Melo
“Desafio de Ser Pessoa...”
O Sequestro da Subjetividade e o Desafio de Ser Pessoa - Parte Final

(Texto de autoria do Pe. Fábio de Melo. Retirado do livro "Quem me roubou de mim? O sequestro da subjetividade e o desafio de ser pessoa").
ABRINDO OS CATIVEIROS QUE EXISTEM EM NÓS
É hora de reação.A provocação foi feita.
Neste mundo de sequestrados e sequestradores há sempre um detalhe da história que nos toca. Ou porque vivemos um dos lados da trama, protagonizando o sequestro de alguém, ou porque estamos vivendo os lamentos de um cativeiro em que fomos colocados, ou porque simplesmente descobrimos que há muitas aplicações deste texto em nossa vida. Não importa onde estamos. O que importa é aonde podemos chegar. Não importa o que fizemos até agora, mas sim o que podemos fazer com tudo o que fizemos até agora. Creio que sempre é tempo de abrir cativeiros. Ou para que outro saia, ou para que nós saiamos. A qualidade da nossa vida depende da qualidade de nossas relações. Reorientar a conduta, sobretudo quando identificamos os desvios que nos levam para longe de nós mesmos, é a atitude mais sábia que podemos adotar. Reassumir a capacidade de voltar à posse do que somos e conseqüentemente dar ao outro o melhor que podemos oferecer é um jeito interessante que temos de humanizar-nos ainda mais. Humanidade é processo a ser construído. Somos mais humanos à medida que somos livres, resgatamos os cativeiros e lhes devolvemos o direito de serem livres também. Promover a liberdade, defender e propagar a força da linguagem simbólica é uma forma interessante de traduzir o Evangelho nos dias de hoje.
Padre Fábio de Melo

(Texto de autoria do Pe. Fábio de Melo. Retirado do livro "Quem me roubou de mim? O sequestro da subjetividade e o desafio de ser pessoa").
ABRINDO OS CATIVEIROS QUE EXISTEM EM NÓS
É hora de reação.A provocação foi feita.
Neste mundo de sequestrados e sequestradores há sempre um detalhe da história que nos toca. Ou porque vivemos um dos lados da trama, protagonizando o sequestro de alguém, ou porque estamos vivendo os lamentos de um cativeiro em que fomos colocados, ou porque simplesmente descobrimos que há muitas aplicações deste texto em nossa vida. Não importa onde estamos. O que importa é aonde podemos chegar. Não importa o que fizemos até agora, mas sim o que podemos fazer com tudo o que fizemos até agora. Creio que sempre é tempo de abrir cativeiros. Ou para que outro saia, ou para que nós saiamos. A qualidade da nossa vida depende da qualidade de nossas relações. Reorientar a conduta, sobretudo quando identificamos os desvios que nos levam para longe de nós mesmos, é a atitude mais sábia que podemos adotar. Reassumir a capacidade de voltar à posse do que somos e conseqüentemente dar ao outro o melhor que podemos oferecer é um jeito interessante que temos de humanizar-nos ainda mais. Humanidade é processo a ser construído. Somos mais humanos à medida que somos livres, resgatamos os cativeiros e lhes devolvemos o direito de serem livres também. Promover a liberdade, defender e propagar a força da linguagem simbólica é uma forma interessante de traduzir o Evangelho nos dias de hoje.
Há muitos cativeiros a serem abertos. Há muitas prisões a serem quebradas. Preconceitos, visões apressadas, conceitos distorcidos, desumanizações em nome de Deus, cativeiros em nome do amor. Gente dominada, sem vontade própria, entregue aos domínios dos diabólicos de plantão. Uma coisa é certa. O perigo do sequestro da subjetividade mora ao lado, e de alguma forma ela já nos atingiu. Em proporções diversas, em intensidades diferenciadas, esse malefício contemporâneo já nos esbarrou. O importante é a reflexão que podemos fazer. Repensar as relações que foram marcantes em nossa vida ajuda-nos na análise que precisamos fazer. Perguntas são sempre bem-vindas na vida de quem cresce. Há perguntas que não precisam ser respondidas com pressa. Elas pertencem ao mundo da reflexão que não pára. São perguntas que possuem o dom de fertilizar o plantio que somos nós. Perguntar-se é uma maneira interessante de se descobrir como pessoa. Por isso as perguntas são pontes que nos favorecem travessias.
Eu não acredito que você tenha chegado ao fim deste livro sem que tenha se confrontado com algumas coisas que aqui foram ditas. Este não é um livro de teorias, mas é um livro ditado pela vida. Ele não nasceu das teorias que me acompanham. Foi o contrário. Ele nasceu da vida que antes eu vi, ouvi e vivi. Somente depois eu quis escrevê-lo. Antes, a vida; depois, o livro. É por isso que eu gostaria de finalizá-lo do mesmo jeito que ele começou em mim: com perguntas. Dessa forma ele não termina, mas continua em você, permitindo-me a proeza de continuar escrevendo de maneira tão eficaz e frutuosa. Se este livro continuar em você, conduzindo-o pelos caminhos tortuosos de sua construção humana, então já valeu tê-lo escrito. Se minhas palavras o fizerem pensar, e conseqüentemente agir com mais clareza e qualidade, então já valeu ter-me feito a primeira pergunta, a que originou o assombro inicial.
E assim, dando continuidade ao processo que não pode parar, deixo algumas perguntas para que este livro não termine em sua última página escrita. Dos relacionamentos que você já teve, quais foram as ocasiões em que verdadeiramente você foi modificado para melhor? Quais são as pessoas que passaram pela sua vida, que lhe deixaram saudades e que você faz questão de cultivar? Quem foram as pessoas que mais favoreceram seu crescimento afetivo, proporcionando-lhe uma relação em que pudesse entrar em contato com seus defeitos, qualidades, e conseqüentemente lhe ajudaram no processo de tornar-se pessoa? Onde é que você pode identificar, nas páginas de sua história, os acontecimentos em que sua liberdade foi promovida por alguém? O contrário também precisa ser perguntado. Quais foram as pessoas que mais deixaram marcas negativas dentro de você quais são as piores lembranças que estão registradas em sua memória afetiva? Quantas e quais pessoas desempenharam em sua vida o papel de sequestradoras mantendo-o nos territórios minguados de um amor possessivo, desumanizador?
Quantas vezes você pode identificar em seu coração um jeito estranho de querer possuir o outro, impedindo-o de exercer sua liberdade? Será que você é lembrança doída na vida de alguém? Será que já construiu cativeiros? Será que já viveu em algum? Será que você já foi capaz de pagar o resgate de alguém? Com sua palavra, com sua atitude, com seu jeito de viver? Será que já idealizou demais as situações, as pessoas e por isso perdeu a oportunidade de encontrar as situações e as pessoas certas? Se hoje você tivesse que classificar sua postura no mundo, você se definira como uma pessoa simbólica ou diabólica?
Sejam quais forem as respostas, não tenha medo delas. Mais vale uma verdade amarga que tenha o poder de nos fazer crescer do que uma mentira adocicada que nos mantenha acorrentados no cativeiro da ignorância. Hoje é dia de resgate. A porta já foi aberta. É só sair.
Eu não acredito que você tenha chegado ao fim deste livro sem que tenha se confrontado com algumas coisas que aqui foram ditas. Este não é um livro de teorias, mas é um livro ditado pela vida. Ele não nasceu das teorias que me acompanham. Foi o contrário. Ele nasceu da vida que antes eu vi, ouvi e vivi. Somente depois eu quis escrevê-lo. Antes, a vida; depois, o livro. É por isso que eu gostaria de finalizá-lo do mesmo jeito que ele começou em mim: com perguntas. Dessa forma ele não termina, mas continua em você, permitindo-me a proeza de continuar escrevendo de maneira tão eficaz e frutuosa. Se este livro continuar em você, conduzindo-o pelos caminhos tortuosos de sua construção humana, então já valeu tê-lo escrito. Se minhas palavras o fizerem pensar, e conseqüentemente agir com mais clareza e qualidade, então já valeu ter-me feito a primeira pergunta, a que originou o assombro inicial.
E assim, dando continuidade ao processo que não pode parar, deixo algumas perguntas para que este livro não termine em sua última página escrita. Dos relacionamentos que você já teve, quais foram as ocasiões em que verdadeiramente você foi modificado para melhor? Quais são as pessoas que passaram pela sua vida, que lhe deixaram saudades e que você faz questão de cultivar? Quem foram as pessoas que mais favoreceram seu crescimento afetivo, proporcionando-lhe uma relação em que pudesse entrar em contato com seus defeitos, qualidades, e conseqüentemente lhe ajudaram no processo de tornar-se pessoa? Onde é que você pode identificar, nas páginas de sua história, os acontecimentos em que sua liberdade foi promovida por alguém? O contrário também precisa ser perguntado. Quais foram as pessoas que mais deixaram marcas negativas dentro de você quais são as piores lembranças que estão registradas em sua memória afetiva? Quantas e quais pessoas desempenharam em sua vida o papel de sequestradoras mantendo-o nos territórios minguados de um amor possessivo, desumanizador?
Quantas vezes você pode identificar em seu coração um jeito estranho de querer possuir o outro, impedindo-o de exercer sua liberdade? Será que você é lembrança doída na vida de alguém? Será que já construiu cativeiros? Será que já viveu em algum? Será que você já foi capaz de pagar o resgate de alguém? Com sua palavra, com sua atitude, com seu jeito de viver? Será que já idealizou demais as situações, as pessoas e por isso perdeu a oportunidade de encontrar as situações e as pessoas certas? Se hoje você tivesse que classificar sua postura no mundo, você se definira como uma pessoa simbólica ou diabólica?
Sejam quais forem as respostas, não tenha medo delas. Mais vale uma verdade amarga que tenha o poder de nos fazer crescer do que uma mentira adocicada que nos mantenha acorrentados no cativeiro da ignorância. Hoje é dia de resgate. A porta já foi aberta. É só sair.
Padre Fábio de Melo
"A beleza da vida"
A rosa, rainha das flores, é sustentada por uma haste cercada de espinhos. No entanto, nenhum espinho consegue machucar sua beleza.
Seja assim com você também. Não deixe que as dificuldades consigam machucar a beleza da sua vida. Antes, faça como a rosa. Mantenha a sua vida sempre acima de todas as dificuldades."
Pe.Fábio de Melo
A beleza da vida se multiplica cada vez que
a gente partilha com alguém que a gente ama,
se você quiser multiplicar a vida,
você precisa dividí-la.
-Pe Fábio de Melo-
Seja assim com você também. Não deixe que as dificuldades consigam machucar a beleza da sua vida. Antes, faça como a rosa. Mantenha a sua vida sempre acima de todas as dificuldades."
Pe.Fábio de Melo
A beleza da vida se multiplica cada vez que
a gente partilha com alguém que a gente ama,
se você quiser multiplicar a vida,
você precisa dividí-la.
-Pe Fábio de Melo-
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
"Se pela força da distância tu te ausentas...
“Se pela força da DISTÂNCIA
tu te ausentas...
pelo poder que há na SAUDADE
voltarás.”
Padre Fábio de Melo
terça-feira, 6 de novembro de 2012
A graça de ser só
Ando pensando no valor de ser só. Talvez seja por causa da grande polêmica que envolveu a vida celibatária nos últimos dias. Interessante como as pessoas ficam querendo arrumar esposas para os padres. Lutam, mesmo que não as tenhamos convocado para tal, para que recebamos o direito de nos casar e constituir família.
Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.
A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.
Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.
Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras, nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.
Padre Fábio de Melo
Retirado do o site Oficial, http://www.fabiodemelo.com.br/.
Imagem: Google
Já presenciei discursos inflamados de pessoas que acham um absurdo o fato de padre não poder casar.
Eu também fico indignado, mas de outro modo. Fico indignado quando a sociedade interpreta a vida celibatária como mera restrição da vida sexual. Fico indignado quando vejo as pessoas se perderem em argumentos rasos, limitando uma questão tão complexa ao contexto do “pode ou não pode”.
A sexualidade é apenas um detalhe da questão. Castidade é muito mais. Castidade é um elemento que favorece a solidão frutuosa, pois nos coloca diante da possibilidade de fazer da vida uma experiência de doação plena. Digo por mim. Eu não poderia ser um homem casado e levar a vida que levo. Não poderia privar os meus filhos de minha presença para fazer as escolhas que faço. O fato de não me casar não me priva do amor. Eu o descubro de outros modos. Tenho diante de mim a possibilidade de ser dos que precisam de minha presença. Na palavra que digo, na música que canto e no gesto que realizo, o todo de minha condição humana está colocado. É o que tento viver. É o que acredito ser o certo.
Nunca encarei o celibato como restrição. Esta opção de vida não me foi imposta. Ninguém me obrigou ser padre, e quando escolhi o ser, ninguém me enganou. Eu assumi livremente todas as possibilidades do meu ministério, mas também todos os limites. Não há escolhas humanas que só nos trarão possibilidades. Tudo é tecido a partir dos avessos e dos direitos. É questão de maturidade.
Eu não sou um homem solitário, apenas escolhi ser só. Não vivo lamentando o fato de não me casar. Ao contrário, sou muito feliz sendo quem eu sou e fazendo o que faço. Tenho meus limites, minhas lutas cotidianas para manter a minha fidelidade, mas não faço desta luta uma experiência de lamento. Já caí inúmeras vezes ao longo de minha vida. Não tenho medo das minhas quedas. Elas me humanizaram e me ajudaram a compreender o significado da misericórdia. Eu não sou teórico. Vivo na carne a necessidade de estar em Deus para que minhas esperanças continuem vivas. Eu não sou por acaso. Sou fruto de um processo histórico que me faz perceber as pessoas que posso trazer para dentro do meu coração. Deus me mostra. Ele me indica, por meio de minha sensibilidade, quais são as pessoas que poderão oferecer algum risco para minha castidade. Eu não me refiro somente ao perigo da sexualidade. Eu me refiro também às pessoas que querem me transformar em “propriedade privada”. Querem depositar sobre mim o seu universo de carências e necessidades, iludidas de que eu sou o redentor de suas vidas.
Contra a castidade de um padre se peca de diversas formas. É preciso pensar sobre isso. Não se trata de casar ou não. Casamento não resolve os problemas do mundo.
Nem sempre o casamento acaba com a solidão. Vejo casais em locais públicos em profundo estado de solidão. Não trocam palavras, nem olhares. Não descobriram a beleza dos detalhes que a castidade sugere. Fizeram sexo demais, mas amaram de menos. Faltou castidade, encontro frutuoso, amor que não carece de sexo o tempo todo, porque sobrevive de outras formas de carinho.
É por isso que eu continuo aqui, lutando pelo direito de ser só, sem que isso pareça neurose ou imposição que alguém me fez. Da mesma forma que eu continuo lutando para que os casais descubram que o casamento também não é uma imposição. Só se casa aquele que quer. Por isso perguntamos sempre – É de livre e espontânea vontade que o fazeis? – É simples. Castos ou casados, ninguém está livre das obrigações do amor. A fidelidade é o rosto mais sincero de nossas predileções.
Padre Fábio de Melo
Retirado do o site Oficial, http://www.fabiodemelo.com.br/.
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